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Projetos e Design

ABNT NBR 13532: Etapas e Entregáveis do Projeto de Arquitetura

ABNT NBR 13532 — as oito etapas do projeto de arquitetura Capa editorial. À esquerda, o título ABNT NBR 13532 e o subtítulo sobre as oito etapas e entregáveis do projeto, do levantamento ao projeto para execução, com um selo indicando que a norma foi cancelada em 2017 mas segue como referência. À direita, uma pilha de pranchas técnicas com carimbo de ART. Na base, uma faixa com as oito siglas oficiais em sequência: LV, PN, EV, EP, AP, PL, PB e PE. ART NORMA TÉCNICA · PROJETO DE ARQUITETURA ABNT NBR 13532 As 8 etapas e os entregáveis do projeto — do levantamento ao projeto para execução. Cancelada em 2017 — ainda referência em contratos, ART/RRT e concursos. LV PN EV EP AP PL PB PE 1–4 · estruturam o problema 5–8 · constroem a solução

O Que é a ABNT NBR 13532 e Por Que Ela Importa

A ABNT NBR 13532 é a norma que transforma o processo projetual em um roteiro compartilhado — arquiteto, cliente e construtores falam a mesma língua porque cada etapa tem nome, escopo e entregável definido.

O cliente pediu "o projeto completo". O escritório entregou o que considerava completo. A construtora chegou na obra e não achou os detalhamentos que precisava.

A norma que define o que é cada parte desse trabalho — para arquitetos — é a ABNT NBR 13532. Esse desencontro é mais comum do que parece, e ela existe exatamente para eliminá-lo.

Publicada pela ABNT em 1995 — em edição única, nunca revisada —, a norma define as etapas de elaboração de projetos de arquitetura.

São oito fases, sendo o projeto básico (PB) etapa condicional, obrigatória só em obra pública, como veremos.

Pense nela como a "receita" do processo projetual. Sem a receita, cada escritório inventa um fluxo diferente. Com ela, todos sabem o que esperar em cada momento do projeto.

A ABNT NBR 13532 não trata de representação gráfica — esse é o papel da ABNT NBR 6492. Ela define o processo, não a forma.

A NBR 13532 trata especificamente de projetos de arquitetura de edificações.

Sua norma-irmã, a NBR 13531, define as atividades técnicas de projeto de forma geral (incluindo engenharia).

Atenção: a NBR 13532:1995 foi formalmente cancelada e substituída pela ABNT NBR 16636:2017, que cancelou também a NBR 13531:1995.

Ou seja, a 13532 não é mais norma vigente. Ela permanece como referência histórica e conceitual, ainda muito citada na prática, em contratos, ART e RRT.

Situação normativa da NBR 13532 Três estágios em sequência: em 1995 são publicadas a NBR 13531 e a NBR 13532; em 2017 a NBR 16636 cancela e substitui as duas; hoje a NBR 16636:2017 é a norma vigente. A NBR 13532 hoje: cancelada, mas ainda cobrada Não é mais norma vigente desde 2017 — segue como referência histórica e conceitual. 1995 NBR 13531:1995 NBR 13532:1995 Publicadas — atividades técnicas e projeto de arq. 2017 NBR 16636:2017 Cancela e substitui as duas normas de 1995 canceladas HOJE NBR 16636:2017 Elaboração de projetos arquitetônicos e urbanos vigente Por que ainda importa: ementas de faculdade, editais de concurso e a prática de mercado (contratos, ART e RRT) seguem usando a terminologia da 13532.
A NBR 13532:1995 e sua norma-irmã NBR 13531:1995 foram canceladas em 2017 pela NBR 16636 — que hoje é a norma vigente. A terminologia da 13532, porém, continua no vocabulário de contratos, editais e concursos.

Quando o cliente fala "anteprojeto", "projeto legal" ou "projeto para execução", é a 13532 que define o que isso significa para o trabalho do arquiteto.

As 8 Etapas do Processo Projetual

A ABNT NBR 13532 organiza o projeto de arquitetura em oito etapas sequenciais. Cada fase tem uma pergunta central que ela responde.

A norma identifica cada etapa por uma sigla oficial — LV, PN, EV, EP, AP, PL, PB e PE, com o sufixo "-ARQ" para arquitetura (por exemplo, EP-ARQ). É essa sigla que você usa em contratos, propostas e na ART ou RRT.

Veja o mapa completo antes de entrar nos detalhes:

Etapa Pergunta central Entregável principal
1. Levantamento (LV) O que existe hoje? Relatório de dados e condicionantes
2. Programa de necessidades (PN) O que o cliente precisa? Lista de ambientes, áreas e requisitos
3. Estudo de viabilidade (EV) É possível fazer? Análise técnica, legal e econômica
4. Estudo preliminar (EP) Como poderia ser? Plantas esquemáticas e volumetria
5. Anteprojeto (AP) Como será? Plantas, cortes, fachadas e sistemas
6. Projeto legal (PL) A prefeitura aprova? Conjunto para aprovação municipal
7. Projeto básico (PB) É possível licitar? Documentação para obras públicas
8. Projeto para Execução (PE) Como construir? Documentação completa para execução, incluindo o detalhamento
As 8 etapas da NBR 13532 e suas siglas oficiais Oito cartões em sequência mostram cada fase do projeto de arquitetura com a sigla oficial, a pergunta que a fase responde e o entregável principal. O projeto básico (PB) aparece marcado como condicional, obrigatório só em obra pública. As 8 etapas — com as siglas oficiais Cada fase responde uma pergunta antes de liberar a seguinte. O PB é condicional. 1 LV Levantamento O que existe? Dados e condicionantes 2 PN Programa de necessidades O que precisa? Ambientes, áreas, requisitos 3 EV Estudo de viabilidade É possível? Análise técnica, legal e econômica 4 EP Estudo preliminar Como poderia ser? Plantas e volumetria 5 AP Anteprojeto Como será? Cortes, fachadas, sistemas 6 PL Projeto legal A prefeitura aprova? Conjunto para aprovação 7 PB condicional Projeto básico É possível licitar? Doc. p/ licitação — só em obra pública 8 PE Projeto para execução Como construir? Documentação completa + detalhe
O fluxo das oito etapas com as siglas oficiais da norma (recebem o sufixo -ARQ para arquitetura: LV-ARQ, PN-ARQ… EP-ARQ). Fases 1–4 estruturam o problema; 5–8 constroem a solução. O PB só é obrigatório em obra pública.

Levantamento, Programa e Viabilidade

Essas três primeiras etapas são frequentemente subestimadas. São elas que definem se o projeto vai partir de uma base sólida ou de premissas equivocadas.

Levantamento de dados é a coleta de tudo que antecede o projeto: topografia, orientação solar, entorno urbano e restrições legais (zoneamento, taxa de ocupação, gabarito).

Em reformas, inclui o levantamento métrico-arquitetônico da edificação existente — medir o que foi construído, não o que está no projeto original.

Programa de necessidades traduz o desejo do cliente em requisitos técnicos. "Quero uma casa aconchegante" vira: número de suítes, área da sala, programa de serviço, estilo de vida, capacidade de recepção.

O programa é um contrato informal sobre o que será projetado. Alterações posteriores à sua aprovação geram custos — e a norma estabelece esse marco com clareza.

Estudo de viabilidade verifica se o programa cabe no terreno, dentro da legislação e do orçamento. É quando o arquiteto diz: "seu programa pede 400 m², mas o zoneamento permite no máximo 280 m²".

Descobrir isso antes de projetar poupa semanas de trabalho e evita promessas impossíveis de cumprir.

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Estudo Preliminar: a Primeira Proposta Concreta

O estudo preliminar é o momento em que o projeto ganha forma pela primeira vez. É a resposta visual do arquiteto ao programa aprovado.

Imagine o processo como construir uma escultura: levantamento e programa são a argila bruta; o estudo preliminar é o primeiro modelamento, ainda sem detalhes, mas já com a forma recognoscível.

Os entregáveis típicos desta etapa incluem: plantas baixas esquemáticas (sem cotagem completa), volumetria tridimensional básica, implantação no lote e primeiras referências de materiais e partido.

O estudo preliminar não precisa responder "como construir". Precisa responder "gostei deste caminho — vamos desenvolver".

A aprovação pelo cliente nessa fase é um marco contratual importante: mudanças de partido após o estudo preliminar aprovado caracterizam alteração de escopo.

Muitos escritórios pulam esta fase e vão direto ao anteprojeto. O resultado é um ciclo de revisões sem fim.

O cliente não consegue visualizar o que está sendo projetado e pede mudanças estruturais tarde demais.

O anteprojeto é o desenvolvimento do estudo preliminar aprovado. Aqui, as intenções viram decisões.

Nesta fase definem-se: sistema construtivo (alvenaria, concreto, steel frame), modulação estrutural, pé-direito de cada ambiente e dimensões de esquadrias.

Também se inicia a compatibilização com os projetos complementares e escolhem-se os materiais de revestimento principais.

O anteprojeto é o último momento de grandes ajustes sem custo excessivo. Depois dele, o projeto entra na fase legal e executiva — onde cada mudança cascateia por todas as pranchas.

Projeto legal x Projeto para execução Dois painéis comparam o que cada conjunto contém: o projeto legal reúne situação, plantas, cortes, quadro de áreas, memorial de conformidade e ART ou RRT, e gera o alvará; o projeto para execução reúne plantas cotadas, cortes pelos pontos complexos, fachadas e cobertura, detalhamento ampliado, memorial descritivo e caderno de especificações, e constrói a obra. Um serve ao alvará; o outro, ao canteiro Tratar o projeto legal como projeto pronto para obra é o erro mais caro da fase. Projeto Legal (PL) PARA TIRAR O ALVARÁ Situação e locação Plantas dos pavimentos Cortes e fachadas Quadro de áreas Memorial de conformidade → gera o alvará de construção Projeto para Execução (PE) PARA CONSTRUIR A OBRA Plantas cotadas + cobertura Cortes pelos pontos complexos Todas as fachadas Detalhamento 1:5 / 1:10 / 1:20 Memorial + especificações → constrói a obra do início ao fim O PL é um recorte do projeto; o PE é o conjunto completo. Um não substitui o outro.
O projeto legal é o subconjunto preparado para a aprovação municipal — suficiente para o alvará, não para construir. Só o Projeto para Execução leva a obra até o fim.

Projeto legal é o subconjunto da documentação projetual preparado especificamente para aprovação na prefeitura.

Pense nele como o "resumo executivo" para o poder público: contém o suficiente para demonstrar conformidade com zoneamento, recuos e código de obras.

Não traz a totalidade dos detalhes construtivos — para isso existe o Projeto para Execução.

O projeto legal inclui tipicamente: planta de situação e locação, plantas baixas de todos os pavimentos, cortes e fachadas, quadro de áreas, memorial de conformidade legal e a ART ou RRT do responsável técnico.

A aprovação gera o alvará de construção — documento sem o qual a obra não pode ser iniciada legalmente.

Um erro frequente é tratar o projeto legal como projeto completo. Ele é suficiente para o alvará, não para construir. A obra exige o Projeto para Execução.

Projeto Básico e Projeto para Execução

A ABNT NBR 13532 distingue essas duas etapas com precisão — e a confusão entre elas custa caro.

Projeto Básico (PB) é uma etapa opcional na própria norma, mas torna-se obrigatória em obras públicas.

A Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações), que substituiu a antiga Lei 8.666/1993, exige o projeto básico antes da licitação de obras e serviços de engenharia.

Sem ele, não é possível estimar custos com precisão suficiente para comparar propostas de forma justa.

Para obras privadas, o projeto básico é opcional. Muitos escritórios vão diretamente do anteprojeto ao Projeto para Execução quando o cliente é privado e o contrato permite.

Projeto para Execução (PE) — também chamado informalmente de "projeto executivo" — é a documentação completa para execução da obra.

É o conjunto de pranchas, memoriais e especificações que o mestre de obras, os engenheiros e os fornecedores consultam durante toda a construção.

Deve conter: plantas baixas cotadas de todos os pavimentos, cortes longitudinal e transversal pelos pontos mais complexos, todas as fachadas e planta de cobertura.

O PE engloba o detalhamento — peças gráficas em escala ampliada (1:5, 1:10, 1:20) que resolvem nós construtivos que as plantas em 1:50 ou 1:100 não conseguem mostrar. Não é etapa autônoma, e sim subfase do PE.

Exemplo clássico: a planta baixa mostra que existe uma escada. O detalhamento (dentro do PE) mostra o perfil de cada degrau, a espessura do espelho, o tipo de revestimento e como o corrimão se conecta à estrutura.

Elementos que tipicamente exigem detalhamento dentro do PE: escadas e rampas, banheiros e cozinhas (1:25), esquadrias com contramarcos, juntas de dilatação, soleiras, peitoris e telhados com intersecções complexas.

Completam o conjunto: memorial descritivo completo e caderno de especificações técnicas.

A regra prática: se um profissional qualificado consegue construir a obra consultando apenas esses documentos, o Projeto para Execução está completo.

Detalhamento dentro do PE: Onde os Problemas São Resolvidos no Papel

O detalhamento não é etapa autônoma — é uma subfase do Projeto para Execução, e a mais granular de todas. São as pranchas em escala ampliada que materializam decisões que nenhuma planta em 1:50 consegue comunicar.

Detalhamento: da planta 1:50 ao detalhe ampliado À esquerda, uma planta em escala 1:50 mostra apenas que existe uma escada. Uma lente amplia esse trecho para a direita, onde um corte em escala 1:10 resolve os elementos construtivos: piso, espelho, revestimento e a fixação do corrimão à estrutura. A escala pequena resolve o nó construtivo O que a planta só indica, o detalhe transforma em instrução de obra. PLANTA 1:50 Mostra que existe uma escada. zoom CORTE 1:10 espelho piso revestimento corrimão Resolve como cada degrau é construído.
O detalhamento é uma subfase do PE: peças em escala ampliada (1:5, 1:10, 1:20) que resolvem o que as plantas em 1:50 ou 1:100 não conseguem mostrar. O que fica omitido no papel vira decisão do pedreiro na obra.

Detalhes omitidos no projeto se tornam decisões do pedreiro em obra. Isso raramente termina bem.

Para verificar se o detalhamento está completo: percorra cada ambiente da planta e pergunte "existe transição de material ou solução construtiva aqui que não está explicada em escala ampliada?".

Cada resposta afirmativa é uma prancha de detalhe faltando.

Como Aplicar a Norma na Prática do Escritório

Conhecer as etapas é o primeiro passo. Incorporá-las ao fluxo do escritório é o que efetivamente reduz retrabalho e conflitos contratuais.

Contrato por fases: estruture o contrato de honorários espelhando as etapas da ABNT NBR 13532. Cada fase tem aprovação formal do cliente antes de avançar. Isso protege o profissional de revisões retroativas.

Para definir quanto cobrar por etapa, use a Tabela de Honorários do CAU/BR como referência: ela distribui a remuneração entre as fases, com peso maior no anteprojeto e no projeto para execução.

A título de exemplo ilustrativo — não é tabela oficial —, um fluxo privado sem projeto básico pode repartir o honorário assim, concentrando o esforço nas duas fases mais densas:

Distribuição de honorários por fase (exemplo ilustrativo) Gráfico de colunas mostrando uma repartição ilustrativa dos honorários num fluxo privado: estudo preliminar 20 por cento, anteprojeto 35 por cento, projeto legal 15 por cento e projeto para execução 30 por cento. O total soma cem por cento e o peso maior recai sobre anteprojeto e projeto para execução. Honorários por fase — exemplo ilustrativo Repartição num fluxo privado. Não é tabela oficial: a referência é a Tabela do CAU/BR. 20% Estudo prelim. EP 35% Anteprojeto AP 15% Projeto legal PL 30% Projeto p/ exec. PE
Exemplo ilustrativo (não é tabela oficial) de como um contrato por fases pode repartir o honorário: o peso maior fica no anteprojeto e no projeto para execução, as fases de maior esforço técnico. A referência oficial é a Tabela de Honorários do CAU/BR.

Checklist de entregáveis: antes de encerrar cada etapa, verifique se todos os entregáveis previstos foram produzidos. Use o quadro abaixo como ponto de partida.

Checklist de entregáveis por fase Quatro blocos, um por fase, listam os itens a conferir antes de encerrá-la. Estudo preliminar: plantas esquemáticas, volumetria básica, implantação no lote e aprovação do cliente registrada. Anteprojeto: sistema construtivo definido, modulação e pé-direito, esquadrias dimensionadas e compatibilização iniciada. Projeto legal: situação e locação, quadro de áreas, memorial de conformidade e ART ou RRT emitida. Projeto para execução: plantas cotadas, detalhamento ampliado, memorial descritivo e caderno de especificações. Antes de fechar cada fase, confira Cada resposta em falta é uma prancha ou um documento que ainda não existe. EP · Estudo preliminar Plantas esquemáticas Volumetria básica Implantação no lote Aprovação do cliente registrada AP · Anteprojeto Sistema construtivo definido Modulação e pé-direito Esquadrias dimensionadas Compatibilização iniciada PL · Projeto legal Situação e locação Quadro de áreas Memorial de conformidade ART ou RRT emitida PE · Projeto para execução Plantas cotadas Detalhamento 1:5 a 1:20 Memorial descritivo Caderno de especificações
Um checklist mínimo por fase. Rodá-lo antes de emitir cada etapa transforma a NBR 13532 em ferramenta de controle — e não em teoria esquecida na gaveta.

Registro de aprovações: guarde e-mails ou atas de reunião confirmando a aprovação do cliente em cada fase. Em caso de disputa, esses registros definem o escopo contratado.

Compatibilização antes do executivo: idealmente no anteprojeto, sobreponha arquitetura, estrutura e instalações para identificar conflitos.

Uma viga que intercepta uma porta descobre-se muito mais barato no papel do que na obra.

Ferramentas BIM como Revit e ArchiCAD facilitam esse processo — mas mesmo em 2D, a disciplina de compatibilizar antes de detalhar já evita a maioria dos conflitos.

Conclusão

A ABNT NBR 13532 não é burocracia. É a estrutura que transforma o processo projetual em algo previsível, contratualmente sólido e tecnicamente rigoroso.

Cada etapa existe para responder uma pergunta específica antes de avançar para a próxima. Pular fases economiza tempo no curto prazo — e multiplica retrabalho no médio e longo prazo.

O escritório que incorpora a norma ao seu fluxo de trabalho entrega projetos mais completos, tem menos conflitos com clientes e construtores, e protege juridicamente seu trabalho com marcos contratuais claros.

Próximo passo: aprofunde sua técnica de projeto com os cursos profissionais de arquitetura da Mobflix — Revit, AutoCAD, projeto executivo e BIM na prática.

Perguntas Frequentes

O que é a ABNT NBR 13532 e a quem se aplica?

A ABNT NBR 13532 define as etapas de elaboração de projetos de edificações e os entregáveis de cada fase.

Aplica-se a arquitetos, urbanistas e engenheiros de projetos residenciais, comerciais, institucionais e industriais.

Qual a diferença entre estudo preliminar e anteprojeto?

O estudo preliminar é a primeira proposta espacial, ainda exploratória: plantas esquemáticas e volumetria básica.

O anteprojeto evolui essa proposta após aprovação — já define sistemas construtivos e inicia a compatibilização com projetos complementares.

O projeto básico é obrigatório em obras privadas?

Não. Ele é obrigatório em obras públicas: a Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações), que substituiu a Lei 8.666/1993, o exige antes da licitação.

Em obras privadas, o escritório pode ir diretamente do anteprojeto ao projeto para execução.

Quais documentos fazem parte do projeto executivo segundo a norma?

Conforme a ABNT NBR 13532, o projeto executivo inclui: plantas baixas de todos os pavimentos, cortes, fachadas, planta de cobertura e detalhamentos em escala ampliada.

Completam o conjunto: memorial descritivo, caderno de especificações técnicas e a ART ou RRT do responsável.

Como a NBR 13532 se relaciona com a NBR 6492?

São normas complementares. A ABNT NBR 13532 define o quê produzir em cada etapa (processo e entregáveis). A ABNT NBR 6492 define como representar graficamente: escalas, carimbo, tipos de linha e formatos de prancha.

Lucas Serrano
— Sobre o autor

Arq. Lucas Serrano

Fundador e editor da Arqpedia. A obra veio antes da teoria — e essa ordem moldou seu olhar sobre arquitetura, construção, tecnologia e mercado.

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